O que são juros simples?
Juros simples são os juros que incidem sempre sobre o valor inicial (o capital), e nunca sobre os juros já acumulados. Por isso o valor dos juros é o mesmo em todos os períodos e o montante cresce de forma linear ao longo do tempo.
É o oposto dos juros compostos, em que os juros entram na base de cálculo do período seguinte e o crescimento é exponencial. Os juros simples aparecem em situações pontuais — como juros de mora e alguns parcelamentos —, enquanto investimentos e financiamentos costumam usar juros compostos.
Como calcular juros simples
Use duas fórmulas: os juros são J = C · i · n e o montante é M = C · (1 + i · n), onde C é o capital, i é a taxa por período (em decimal) e n é o número de períodos.
Exemplo: R$ 10.000 a 1% ao mês durante 12 meses geram J = 10.000 × 0,01 × 12 = R$ 1.200 de juros, e um montante de R$ 11.200. A juros compostos, o mesmo cenário daria R$ 11.268,25 — a diferença vem do efeito “juros sobre juros”.
Regra de ouro: a taxa e o período precisam estar na mesma unidade. Nos juros simples a conversão é proporcional — uma taxa de 12% ao ano equivale a 1% ao mês (12 ÷ 12). Esta calculadora faz isso automaticamente.
Juros simples x juros compostos
A diferença é pequena em prazos curtos e enorme em prazos longos. Com R$ 50.000 a 8% ao ano por 10 anos, os juros simples somam R$ 40.000 (montante de R$ 90.000); os juros compostos somam R$ 57.946 (montante de R$ 107.946).
Por isso, para investir, os juros compostos jogam a seu favor. Já quando você é quem paga (uma dívida, por exemplo), os juros simples costumam ser mais baratos que os compostos no mesmo prazo.
Onde os juros simples aparecem
Os juros de mora por atraso de pagamento, por exemplo, costumam ser de 1% ao mês de forma simples, conforme o Código Civil. Algumas multas, parcelamentos e títulos específicos também usam o regime simples.
Na maioria das aplicações financeiras (poupança, CDB, Tesouro, fundos), porém, o regime é de juros compostos. Use a calculadora de juros compostos para esses casos.
